Você conhece a Espiritualidade Universalista?


O QUE É A ESPIRITUALIDADE UNIVERSALISTA?


A Espiritualismo universalista é uma corrente de pensamento não-religiosa e anti-materialista, que combina espiritualidade e universalismo. Insere-se no contexto do espiritualismo laico e ecumênico do final do século XX e início do século XXI.


O PENSAMENTO

Espiritualismo universalista consiste em ideologia baseada nas teorias do karma e da reencarnação, a favor de que cada indivíduo, em vez de aderir, a determinado credo, sistema, doutrina, instituto, guru ou movimento, faça sua síntese pessoal das diversas correntes de pensamento relacionadas à espiritualidade (religiões, filosofias espiritualistas e neociências transcendentais) e às demais expressões culturais da humanidade, a exemplo das manifestações da arte, da filosofia e da ciência em geral.


• Busca pelo unitário, o pluralismo, o holismo, o universalismo, a multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a cidadania planetária e cósmica. Simpatiza com a Psicologia Transpessoal.

• Opõe-se a posturas de sectarismo (intolerância), exclusivismo, fanatismo e maniqueísmo.

• Valoriza a liberdade de expressão, o discernimento e a dialética. Não sustenta detenção de posse da verdade relativa e/ou absoluta sob qualquer desculpa, justificativa ou alegação.


PRINCÍPIOS

• As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos;

• Não existe corrente de pensamento a monopolizar as verdades relativas ou absolutas de ponta;

• Há caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões;

• Mais importa a conduta amorosa e fraterna do que a ideologia, cosmogonia, fé ou organização religiosa (ou congênere) escolhidas;

• São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru ou líder espiritual da humanidade;

• Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade.

O SER ESPIRITUALISTA UNIVERSALISTA

É um espírito com uma visão de conjunto, um estado de consciência despreconceituoso, aberto, positivo, inteligente, sutil, com ampla capacidade de associação de ideias que pode e deve aprender com qualquer conhecimento consciencial, opção evolutiva ou mesmo com qualquer filosofia, religião ou livro sagrado, mas sem depender deles ou de nada.


O espiritualismo universalista é baseado no discernimento consciencial do portador, em suas vivências pessoais íntimas, suas elucubrações teóricas intelectuais, em seus livros, estudos espiritualistas, autoconscientização bioenergética e extrafísica (autoconhecimento multidensional) e correlatas expansões de consciência.


ESPIRITUALIDADE UNIVERSALISTA NO BRASIL

No Brasil, os precursores do espiritualismo universalista foram o filósofo e educador catarinense Huberto Rohden, tradutor do Novo Testamento, da Bhagavad Gita e do Tao Te Ching, ideólogo da filosofia univérsica, os advogados Hercílio Maes e mais recentemente, Carlos Alberto Tregnago, o primeiro, principal autor de obras atribuídas ao espírito de Ramatis, o segundo, de origem judaica, estudioso da Cabalá, e o radialista Alziro Zarur, fundador da LBV (Legião da Boa Vontade).

HUBERTO ROHDEN

Huberto Rohden foi um filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo. Filho de Johannes Rohden e de Anna Locks. Precursor do espiritualismo universalista, escreveu mais de 100 obras (ao final da vida, condensadas em 65 livros), onde franqueou leitura ecumênica de temáticas espirituais e abordagem espiritualista de questões pertinentes à Pedagogia, Ciência e Filosofia, enfatizando o autoconhecimento, auto-educação e a auto-realização.


Propositor da filosofia univérsica, por meio da qual defendia a harmonia cósmica e a cosmocracia: autogoverno pelas leis éticas universais, conexão do ser humano com a consciência coletiva do universo e florescimento da essência divina do indivíduo, reconhecendo que deve assumir as conseqüências dos atos e buscar a reforma íntima, sem atribuir à autoridade eclesiástica o poder de eliminar os débitos morais do fiel.


Referência: Livro Espiritualismo Universalista - Primeiros Conceitos

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